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21.12.16

Mother City, definitivamente um lugar de acontecimentos inesquecíveis!

entre as muitas coisas positivas que Cape Town oferece aos seus habitantes (locais e turistas), tenho uma grande convicção que a preocupação com o bem estar das crianças está entre o top 5. nunca conheci um lugar onde os pequeninos têm a possibilidade de participar em quase tudo de bom que a cidade oferece. 

Symphonic Picnic Concert, como o próprio nome acusa, foi um show de música clássica num jardim na zona de Green Point, num evento aberto para todas as idades, onde o público foi convidado a ver a Cape Town Philharmonic Orchestra munidos com cestos de piquenique. ao final da tarde, lá estavam famílias completas, idosos, jovens namorados e adolescentes, sentados no jardim a volta do seu farnel ao som de música clássica, esse estilo musical erradamente quase sempre conectado para um publico intelectual! 

o aroma do ambiente era tão bom e terno que a música passou para segundo plano... ainda assim, foi impossível deixar passar a grandeza das vozes do casal de tenores que arrepiou agradavelmente o publico incluindo o recém-nascido deitado ao meu lado!

22.11.16

ela é o que sempre quis ser

o surgimento da internet globalizou ainda mais um mundo que aos poucos já parecia cada vez mais pequeno. as aplicações e as redes sociais são plataformas que nos aproximaram de histórias, de pessoas e até de conhecimento de coisas que nos interessam ou não, que com a inexistência desses meios possivelmente nunca teríamos contacto com tanta coisa errada que se passa a nossa volta, mas também com tanta coisa boa que acontece na vida de um simples desconhecido. 

faz tempo desde a primeira vez que tive "contacto" com a Ingrid Silva. primeiro foi uma fotografia, depois outra e depois, pela curiosidade do impacto das imagens, procurei a sua história e aos poucos fui encontrado detalhes interessantes de um sonho que a deu muito trabalho até se tornar profissional no Dance Theatre do Harlem em New York City. 

interessante como em 4 minutos a Moonwalk Films com base na história da Ingrid criou um excelente filme de motivação e inspiração para qualquer ser humano.
imagem_Rachel Neville©

18.10.16

Buskers Festival

com outra dimensão e outro conceito, o festival é parte do Cape Town Fringe Festival, direcionado para um público frequentador de centros comerciais. 

aconteceu no V&A Waterfront a primeira edição do Buskers Festival, com a repetição de algumas bandas que se apresentaram no Fringe, sendo que o maior destaque foi para artistas e bandas de rua, alguns deles autênticos cacheiros viajantes. o festival decorreu em diferentes pontos do centro comercial, sem qualquer custo para o público que se juntava para assistir as performances, no entanto, no final de cada apresentação, os artistas pediam ao público que dessem o valor que achassem justo para o concerto que tinham acabado de assistir.

12.10.16

How the Water Moves

terminou o Cape Town Fringe Festival, o meu primeiro festival em Cape Town e também o primeiro contacto tão próximo que tive com o teatro e a música produzidos na Africa do Sul. foram 17 dias de incríveis descobertas, cada uma com o seu sabor, algumas difíceis de digerir, outras trouxeram-me lágrimas doces, muitos sorrisos e grande satisfação pelo privilégio de presenciar esses momentos. como angolano e respeitando as diferenças do percurso histórico entre Angola e a Africa do Sul, tive momentos em que senti inveja deste lugar ou mesmo tempo que várias vezes perguntava-me “mas afinal o que nos falta?”, mas isso é assunto para um outro post. 

quando escrevi sobre actuação da Maya Spector & Asanda Mqiki, disse que teria muitas dificuldades de escolher qual seria para mim o melhor momento do Fringe, mas isso, foi antes de ver o concerto da Msaki, vencedora de 2015 do Standard Bank Young Artist of the Year. com a voz tremula e de presença muito tímida em palco, caíram-lhe as lágrimas com o grande carinho da plateia... Msaki levou a plateia para um lugar desconhecido, puro e sereno ao mesmo tempo, uma viagem que cruzou caminhos tão distintos mas que se misturam no mesmo som, caminhos do soulful, folky, erudita, africana e tantas outras coisas que os meus ouvidos nunca tinham experimentado. 

um saxofonista que parecia conversar com a sala, um baterista que se fazia ouvir sem fazer ruído, uma arpa que impôs o seu som característico e que quase levou a sala para um choro colectivo... foi um momento único e com certeza o melhor de todo o festival, até porque ela teve uma nomeação no Fringe Fresh Awards, na categoria Fresh Music.

pergunto-me sempre, se músicos com a capacidade artística de levar o público para esse tipo de viagem, tem a noção do impacto que a sua arte tem na vida de uma pessoa que saiu de casa apenas para curtir a um concerto, e regressa com os sentimentos todos desarrumados, mas mais sensível e feliz. 

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Msaki is a rare breed of artist. She disrupts your senses with her alto voice and subtle tales of love, loss, home, revolution and hope. Msaki & The Golden Circle Tribe is soulful, folky, symphonic and African. They will perform music from Zaneliza: How the Water Moves, Msaki’s debut album, co-produced with Nduduzo Makhathini, Standard Bank Young Artist of the Year for 2015. Zaneliza boasts an eclectic mix of talented musicians, The Golden Circle Tribe, who came together to serve the vision of an artist coming into her own sound. They won a Standard Bank Standing Ovation Award for this production at the 2016 National Arts Festival in Grahamstown. Selar!